Aedes aegypti: Repelentes - Melhor saber

Repelentes - Melhor saber


O Brasil pode enfrentar a maior epidemia de dengue de todos os tempos. Você sabe quando passar o repelente? E qual repelente combate o aedes aegypti.

O repelente funciona contra o mosquito, mas ele precisa ter icaridina. “A substância é capaz de repelir esses mosquitos. Precisa olhar no rótulo para ver se tem a icaridina. Aí sim, você estará protegido contra a dengue”, alerta os dermatologistas.

Grávidas podem e devem passar repelentes com icaridina. Crianças também podem passar repelentes, mas os infantis. “O ideal é repassar o repelente. Ele dura inteiro, mais ou menos, umas dez horas, mas como suamos durante o dia, o ideal é repassar de quatro em quatro horas.”

O repelente é sempre o último a ser passado no corpo. “Se eu passei hidratante, eu vou passar depois o repelente. Se passei o filtro solar, vou passar depois o repelente. É sempre a última coisa. Nos casos de maquiagem também. O ideal para o rosto são os repelentes em gel.”

Mau uso de repelentes pode causar intoxicação em crianças e adultos; aprenda técnicas e veja quantas vezes por dia você pode aplicá-lo, de acordo com a composição do produto.

NA HORA DE PASSAR O REPELENTE É BOM SABER
O primeiro erro que alguém pode cometer é tratar todos os repelentes como iguais, passando-os sem considerar suas diferenças quanto à durabilidade e efeitos.

Erro: passar o repelente mais de três vezes por dia. Esse é o máximo de aplicações que os médicos recomendam diariamente.

Há basicamente três tipos de repelentes disponíveis no Brasil: o DEET, o IR 3535 e a icaridina.

O DEET e o IR 3535 afugentam os mosquitos por até quatro horas. A icaridina é a mais eficiente e consegue os insetos por até 10 horas, reduzindo a quantidade de aplicação ao longo do dia.

Erro: Não priorizar as áreas expostas na hora de aplicar o repelente, como o rosto, pernas e braços, também é um erro. Aplicar o produto em todo o corpo aumenta as chances de intoxicação.

Erro: aplicar repelente em ambientes fechados também aumenta as chances de intoxicação. Prefira lugares abertos, onde o ar circula mais e o odor do produto se dispersa melhor .

Erro: passar repelentes em crianças com menos de dois anos de idade. Mais sensível, a pele delas tem pouca defesa, absorvendo mais o produto, o que pode gerar complicações sistêmicas, neurológicas e pulmonares.

Erro: dormir com o repelente no corpo não é uma boa prática. O produto pode passar para os lençóis e acabar contato com áreas sensíveis, como olhos e a boca. Tome um banho antes de deitar.

Erro: Não lavar as mãos, especialmente das crianças, depois da aplicação do repelente. As mãos sujas com o produto podem acabar em contato com os olhos e a boca, o que pode causar intoxicação.

Erro: aplicar o repelente nas áreas próximas das mucosas (olho, nariz e boca).

Erro: passar o repelente em áreas feridas do corpo. Isso aumenta a chance de intoxicação.

Erro: tratar os repelentes naturais, como a citronela, como inofensivos é um equivoco. Além de não ter eficácia comprovada, eles ainda podem causar reações alérgicas.

IMPORTANTE
  • Repelente deve ser passado após o filtro solar ou o hidratante.
  • Repelente precisa ter ICARIDINA para combater a Aedes aegypti.

Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org
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