Aedes aegypti: Mosquito transgênico

Mosquito transgênico


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) a liberação comercial de um mosquito transgênico criado para controlar a população do Aedes aegypti selvagem, que transmite a dengue.

Nada de inseticidas ou larvicidas, os casos de dengue podem estar com os dias contados no Brasil, graças a um mosquito transgênico produzido em laboratório, que promete extinguir as fêmeas do Aedes aegypti – que são as transmissoras da doença.

Segundo os cientistas, a combinação dos genes das drosófilas com os do mosquito da dengue torna o inseto transgênico mais atraente sexualmente, aos olhos das fêmeas do Aedes aegypti, do que os machos da própria espécie.

Logo, elas vão optar pelo (Mosquito transgênico) na hora da cópola, que, graças ao seu material genético, só pode gerar filhotes machos. Conclusão: não nascerão mais fêmeas do Aedes aegypti e, com o tempo, a espécie entrará em extinção. Simples assim.

Para aqueles que estão questionando os riscos de se criar uma superpopulação de “mosquitos transgênicos machos” no país, os cientistas avisam: ainda no estágio larval, o material genético do inseto produzido em laboratório começa a gerar uma proteína que mata o animal, pouco a pouco, e o impede de chegar à fase adulta.

DE QUE FORMA O MOSQUITO TRANSGÊNICO FAZ DIMINUIR A POPULAÇÃO DO AEDES AEGYPTI?
A tecnologia consiste em produzir em laboratório mosquitos machos com dois genes diferentes do Aedes aegypti original. Fêmeas que vivem na natureza e cruzam com esses espécimes modificados geram filhotes que não conseguem chegar à fase adulta. Assim, ela "gasta" seu potencial reprodutivo com filhotes que acabam morrendo. Com o tempo, isso afeta o total da população numa determinada área.

POR QUE O AEDES AEGYPTI TRANSGÊNICO NÃO SOBREVIVE?
Os machos com genes modificados nascem no laboratório com as células desreguladas, que são “curadas” graças ao uso do antibiótico tetraciclina, que funciona como antídoto e ajuda no seu desenvolvimento até a fase adulta. Seus filhotes, concebidos após cruzamento com fêmeas selvagens, nascerão com o mesmo problema genético, mas devem morrer ainda na fase larva, vítimas de um colapso celular, pois não terão o antiobiótico.

EXISTE O RISCO DE O MOSQUITO TRANSGÊNICO TRANSMITIR ALGUMA DOENÇA?

Segundo Danilo Carvalho, pesquisador do Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados da Universidade de São Paulo (USP), são desenvolvidos em laboratório insetos machos e fêmeas. No entanto, apenas os machos serão liberados em áreas públicas e não oferecem risco porque se alimentam apenas do néctar de flores. Ou seja: ninguém será picado por inseto trangênico.

HÁ UM RISCO DE PROLIFERAÇÃO DESCONTROLADA DESSE MOSQUITO TRANSGÊNICO?
Não. Por não se desenvolver sem a ajuda do antibiótico, não há como ocorrer uma superpopulação.

QUANTOS MOSQUITOS MACHOS JÁ FORAM LIBERADOS?
Cerca de 18 milhões de insetos já foram liberados nos testes feitos.

Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org
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